
Não sei porque digo o que já sabes.
Não sei porque teimo em repetir o que já decoraste.
Mas por que insistes em percorrer este caminho?
Se sabes que estais na direção errada.
Sabes que não colherás doces frutos dessa árvore.
Mesmo assim insiste em regá-la.
Prepará-la somente para amargar a boca.
Depois sou eu a louca.
Que não sei o que quero.
Mas não sou eu que estou perdida.
Não sou eu a vítima das minhas articulações.
Tome cuidado.
Pois já sabes o resultado de quem planta ilusões.
Adriana Freitas
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