
Se chove
Eu nem percebo a cor da chuva.
Deixo os pingos molharem.
E assim acalmar os meus ânimos.
Paro sobre o vento.
Penso em abrigo.
Depois nem ligo.
Sigo a diante.
Deixo a chuva cortante
Preencher minhas ideias.
Encharcar o meu corpo.
Sigo
Porque não quero perder o meu tempo.
Tenho pressa.
A chuva não me perturba.
Eu a deixo lavar os meus passos.
Até me divirto.
A chuva cai
E nem sei qual o seu propósito.
Nem quis espera-la passar.
Mesmo sabendo que era questão de minutos.
Continuo seguindo
Com os seus fortes pingos por companhia.
Adriana Freitas
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