Círculos


E a doce agonia da espera.
Aperta o coração.
Agonia sem fim.
Passos a esmo.
Beco quase sem saída.
Nada termina.
Tudo se confunde entre o fim e o começo.
Carrego os meus pesos.
Com pressa.
Mas sem tropeços.
Vivo cada manhã como se fosse a última.
Amo intensamente.
Como se o momento fosse o único.
Nasço e morro todas as manhãs.
À espera de redenção.
Sorrio e choro.
Reiventando a minha paixão.
Adriana Freitas

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