Despedidas


Despedidas sempre doem.
E eu ainda não aprendi a dizer adeus.
Eu ainda não me acostumei com o ato final.
Apesar do amadurecimento.
Apesar da serenidade.
É sempre aquela ferida que se abre.
É sempre aquela dor a sufocar o peito.
O que assusta é saber que ainda virão outras e até mais dolorosas e até mais difíceis.
E dessas despedidas não se tem como fugir.
Até chegar a minha vez de ir.
Adriana Freitas
A reprodução do texto está autorizada, desde que a fonte/autoria seja citada.

Deixe um comentário