
Às vezes a espera é pior que o fato.
A angústia de não saber o que vai acontecer corrói a alma.
Mas enquanto não se sabe ainda há esperança.
E no fato, não resta nada a não ser chorar.
Aprender a se despedir.
Aprender a conviver com a ausência.
Se contentar com lembranças.
É o medo da saudade contra a dor do outro.
É o medo do nunca mais que nos paralisa a alma.
A gente perde o foco.
Não sabe para onde ir.
Não sabe o que pedir.
Só o alívio da dor.
O adiamento da despedida.
A vontade de se ter por mais um dia quem a gente tanto ama.
Adriana Freitas