Meu Pai


Ele não usa a expressão: “na minha época era…”.
Não é “moderninho “, mas acompanha a evolução dos tempos.
É metódico e organizado como todo bom virginiano.
Tem um coração de ouro. Está sempre disposto a ajudar.
Sabe ouvir.
Sempre apostou na família e dedicou o seu tempo a ela.
É curioso para aprender. Não tem vergonha de dizer que não sabe e pede ajuda. Uma das suas melhores qualidades.
Tem defeitos sim. Quem não os têm?
Mas as suas qualidades são maiores e superam todas as falhas.
Tudo bem que o cérebro da casa é minha mãe.
Mas ele é metade coração. Porque a outra metade minha mãe também divide. Na verdade eles dividem o corpo da casa. Cérebro, coração, braços. Eles somam e se completam. Os filhos? Ah, a gente chegou depois. Nós apenas somos o fruto de um amor imenso que nos rege até hoje.
Adriana Freitas

Deixe um comentário