
Às vezes eu saio sem olhar para trás.
Os laços que eu crio
Nem sempre duram para sempre.
Uns se desfazem com facilidade.
Tenho a alma livre.
Não me apego a objetos.
Amo as pessoas.
Mas as deixo partirem.
Se assim o quiserem.
Assim como faço.
Sempre em frente.
Sem olhar para trás.
Nem sempre me despeço.
Às vezes não volto mais.
Às vezes não fico mais.
Uso a liberdade que dou ao outro ao meu favor.
E assim sigo.
Os laços que não se desfazem
De um jeito ou de outro se encontram.
Estando longe ou perto.
É isso o que chamo de amor.
Pode ir quando quiser.
Mas se ficar.
Fique porque quer.
Adriana Freitas
A reprodução do texto está autorizada, desde que a fonte/autoria seja citada.