
Foi um até a volta sem abraços.
Sem apertos de mão.
Sem toques.
Com receios.
Foi talvez um até logo.
Sem data prevista.
Uma despedida.
Novos tempos.
Novos modos.
Novos e velhos medos.
Um terrível novo normal.
Um mal que não se sabe exatamente quando começou e nem se sabe quando se vai ter um fim.
E nesses tempos
O que resta é se recolher.
Preservar o outro.
Os beijos e os abraços ficam para um outro dia.
E que esse dia não se demore mais tanto tempo para chegar.
Adriana Freitas
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