
Que falta faz um abraço.
Que falta faz o toque.
As conversas ao pé do ouvido.
As mãos dadas.
São momentos estranhos.
O medo bate a porta.
A gente se esconde.
Finge que não vê.
Se contenta com mensagens
E telas de computador.
Entra em contato até com os esquecidos.
Enquanto a gente se esconde e foge dos abraços.
Resgatamos velhas amizades.
Contatos perdidos.
Adriana Freitas
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