
Estou estranhamente feliz.
Uma felicidade que dá medo.
Uma sensação que precede o choro.
Não entro em desespero.
Só aumento o alerta.
O meu coração desperta.
Acabo não curtindo a alegria.
Preparando-se para o que não se sabe o que vem.
É uma felicidade que dá euforia.
Vontade de sorrir a esmo.
Sem motivos.
É físico.
Daí o medo.
O não saber o que vem depois.
O riso ou o desespero.
Adriana Freitas
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