Vagar


Não quero abrir a janela
Apenas para apressar o vento.
Quero deixar que a brisa
Se espalhe suavemente pelo tempo.
Pela fresta entreaberta.
Pelo que se inicia.
Aquela sensação gostosa.
Que acaricia o sorriso.
E contagia a pele.
Eriça o pelo.
Acelera as batidas no peito.
Colore o ar.
Deixando as pessoas mais bonitas.
A janela se abre aos poucos.
E aos poucos o vento entra.
E uma vez invadindo os espaços
O sentimento feliz perdura.
Adriana Freitas
A reprodução do texto está autorizada desde que a fonte/autoria seja citada.

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