Esperas II


E eu espero esse alguém que ainda não veio.
Esse algo melhor.
Já larguei faz tempo.
Já deixei o passado para trás.
A espera de um futuro.
O algo que estar por vir.
Mas que não chega nunca.
A perda da solidão.
O deixar de procurar e ser encontrado.
Deixei de procurar faz tempo.
Do passado nem me lembro mais.
Faz tempo que larguei.
Foram tantos passados.
Não dava mesmo para carregá-los.
Meus ombros são fortes, mas nem tanto.
Não quero peso, já me livrei deles.
Faz tanto tempo que nem me lembro mais.
Tenho as mãos leves. O peito aberto.
A paz que de tão tranquila às vezes chega a incomodar.
Têm dias que um furacão faria bem.
Reativa a circulação. Faz o coração trabalhar mais disposto.
Sinto falta daquele frio na barriga.
Dos pensamentos que causam suspiro.
Das lembranças que roubam sorrisos e causam arrepios.
A minha vida nunca é a mesma.
Querendo ou não a minha rotina sempre muda.
Os meus ciclos se renovam.
É o que espero agora. Uma nova mudança.
Já cansei dessa rotina.
Já cansei dessa calmaria.
Quero esse algo melhor que chegará de repente e revolucionará a minha vida.
Não sei a cor e nem a sua proporção.
Apenas abro os braços e mãos a sua espera.
Adriana Freitas
A reprodução do texto está autorizada desde que a fonte/autoria seja citada.

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